Novo líder britânico escolheu Paris para a sua primeira visita ao estrangeiro. Hoje estará com a chanceler Angela Merkel.
"Penso que começámos com o pé direito", lançou o sorridente Presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao lado de David Cameron. Paris foi o destino escolhido pelo novo chefe do Governo britânico para a sua primeira viagem ao exterior. Depois de jantar ontem no Palácio do Eliseu, o primeiro-ministro conservador estará hoje na Alemanha com a chanceler Angela Merkel.
"Disse a David Cameron como estou feliz por trabalhar lado a lado com ele na Europa, mas também no quadro das nossas actividades do G8 e do G20", disse Sarkozy, indicando que a presença do Reino Unido na Europa é "absolutamente estratégica". Por seu lado, o primeiro-ministro britânico lembrou que é um "interesse nacional" do seu país "que a Zona Euro seja forte, estável e cresça". Mas repetindo que Londres ficará fora da moeda única.
Cameron foi recebido ainda na escadaria do Palácio por Sarkozy. Sempre com um sorriso rasgado, o Presidente cumprimentou o primeiro-ministro com um aperto de mão e uma palmadinha nas costas. Gestos calorosos para dizer que quaisquer desentendimentos fazem parte do passado.
A última vez que se tinham cruzado foi em Londres quando Cameron ainda era o líder da oposição. Na altura, o britânico deixou claro que uma relação forte com a França seria a "prioridade" de um eventual Governo conservador. A reunião teve lugar apesar das boas relações do francês com Gordon Brown e das suas críticas à decisão do actual primeiro-ministro britânico de retirar os seus eurodeputados do grupo do Partido Popular Europeu (centro-direita).
Em relação ao facto de o britânico ser um eurocéptico, o Presidente francês terá dito, ainda antes da vitória de dia 6: "Se Cameron ganhar, fará como os outros. Começará antieuropeu e acabará pró- -europeu. É a regra." E já está a ser provada, especialmente devido à necessidade de coligação com os liberais-democratas (europeístas) para poder governar.
No novo programa apresentado ontem por Cameron e Nick Clegg podia ler-se que o Reino Unido se empenha em desempenhar um papel de primeiro plano no seio da União Europeia. E além de o novo Governo prometer que não haverá transferência de novos poderes para Bruxelas sem um referendo, foi suavizada a posição dos liberais de exigir que a União Europeia devolvesse algumas das suas competências ao Governo britânico.
Ontem, depois do jantar, em que a crise económica terá sido o prato principal, Sarkozy aproveitou ainda para garantir estar "de acordo" com Merkel no princípio da necessidade de estabelecer sanções "mais eficazes" contra os países cujos défices são elevados.
A chanceler, que ao contrário de Sarkozy optou por não se encontrar com o então líder da oposição em Londres, recebe hoje Cameron. "A conversa será focada nas actuais questões financeiras e económicas, assim como nos temas bilaterais, europeus e internacionais", dizia o comunicado.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
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