terça-feira, 24 de novembro de 2009

A estreia portuguesa no maior circuito mundial de poker


Arranca esta terça-feira no Casino de Vilamoura a primeira etapa portuguesa de um dos mais prestigiados circuitos de 'poker' da actualidade: o European Poker Tour, cujo primeiro prémio é de dois milhões de euros
Pela primeira vez, um dos mais prestigiados circuitos de poker da actualidade passa por Portugal.
O European Poker Tour arranca hoje no Casino de Vilamoura com prémios na ordem dos dois milhões de euros. A entrada ascende a 5300 euros, o que garante uma fasquia alta entre participantes nacionais e estrangeiros.
Em competição, no Algarve, estarão alguns dos melhores praticantes da actualidade como Bertrand Grospellier, Peter Eastgate - o mais novo vencedor de sempre das World Series of Poker em Las Vegas e Vanessa Rousso. Outros grandes nomes do poker mundial com presença marcada para Vilamoura são Luca Pagano, Katja Thater e Chad Brown. A "armada" portuguesa será representada por Henrique Pinho, Nuno Coelho e Luís Medina, membros da equipa Portuguesa PokerStars Pro.
A estreia de Portugal no calendário desta competição dá-se na sexta temporada do European Poker Tour. A anterior tornou-o no maior circuito de torneios de poker a nível mundial. No entanto, se esta é a primeira visita a Portugal, os jogadores nacionais já obtiveram alguns resultados de excelência em anos anteriores, como o comprovam um segundo lugar de Ricardo Sousa" na 4.ª temporada, e uma vitória de João Barbosa na 5.ª temporada, ambos em Varsóvia.
Por outro lado, tanto o Solverde PokerSeason como o Betfair Portuguese Poker Tour são eventos nacionais que alimentam uma comunidade que não pára de crescer.
O torneio começa dia 17 de Novembro e termina no próximo domingo, dia 22 de Novembro em Portugal seguindo-se as restantes etapas do torneio em Praga, Baamas, Deauville e Copenhaga. O circuito termina em Monte Carlo no final de Abril.

Fernando Santos

Vítimas de Sociedades pouco desenvolvidas


No Mundo ainda morrem mulheres durante o parto por falta de condições, ainda existe discriminação entre homens e mulheres, ainda existe pobreza. O Dia Mundial da População visa alertar para estes e muitos outros problemas existentes em sociedades menos desenvolvidas.
O UNFPA, Fundo das Nações Unidas para as Populações decidiu em 1987 instaurar o dia 11 de Julho como o Dia Mundial da População, como forma de dar destaque às dificuldades que as populações encontram nos países em desenvolvimento.
Todos os dias a UNFPA trabalha junto destas populações com o objectivo de reduzir a pobreza, fazer com que todas as gravidezes sejam desejadas, que todos os partos sejam realizados sem perigo, que todos os jovens sejam protegidos do HIV e que todas as raparigas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito.
Na sua declaração oficial do dia 11 de Julho, Thoraya Ahmed Obaid, directora executiva do UNFPA diz: “Hoje, que celebramos o dia mundial da população, a crise económica e financeira ameaça apagar os ganhos que foram arduamente adquiridos relativamente aos planos educativos e sanitários nos países em desenvolvimento. Raparigas e mulheres integram o grupo mais vulnerável. Deste modo, o tema do dia mundial da população assenta este ano no investimento às mulheres. Mesmo antes da crise, este grupo representava a maioria dos pobres no mundo. Mulheres e raparigas encontram-se actualmente em desvantagem na pobreza e enfrentam riscos acrescidos, especialmente se estiverem grávidas”.
De uma forma geral é necessário que se efectuem políticas visando a redução da mortalidade infantil, o aumento da esperança de vida mas sobretudo reduzir a pobreza extrema para metade em 2015.
Para isso, “é necessário que todos os dirigentes façam da saúde e dos direitos das mulheres uma prioridade política, uma vez que o investimento na educação das raparigas levará à correcção económica e consequentemente ao crescimento económico a longo prazo, reduzindo assim a desigualdade e a pobreza”, apela Thoraya Ahmed Obaid.

Fernando Santos

Os países podem ser diferentes, a liberdade não!


Há 40 anos ninguém no mundo imaginava ver um presidente dos EUA na China defender a liberdade. O homem que deu o primeiro passo para tornar isso possível foi Richard Nixon. Anticomunista ferrenho, o líder americano fez uma inesperada visita a Pequim em 1972, pondo fim a 23 anos de relações congeladas. Nixon queria afastar a China de Moscovo e precisava da ajuda de Pequim para sair do Vietname. Durante uma semana em Pequim visitou a Grande Muralha e num banquete propôs um brinde que não desagradaria a Obama: "Não podemos fechar o precipício que nos separa, mas podemos construir uma ponte para falar sobre ele."
Hoje, é Obama que segue os passos do ex-presidente Nixon dirigindo-se à China para mudar a imagem da América na China e defender a liberdade de expressão e a participação do povo na vida política, incluindo as minorias étnicas e religiosas na China e nos Estados Unidos, pois a liberdade é igual para todos.

Fernando Santos

As Confissões Secretas de Mussolini


Clara Petacci, antiga amante do ex-ditador italiano apresenta hoje um diário onde estão presentes várias declarações de Mussolini.
Um Mussolini fortemente anti-semita, fascinado pela pujança do III Reich de Adolfo Hitler e furioso contra o Papa Pio XI, emerge do livro Mussolini Secreto, que reúne os diários íntimos da sua amante, Clara Petacci, e será amanhã publicado em Itália. Nesta obra - segundo o jornal Corriere della Sera, que publicou ontem alguns excertos - estão reunidos textos escritos entre 1932 e 1938 que revelam aspectos até então pouco conhecidos do ditador que governou Itália durante mais de 20 anos, entre 1922 e 1943.
A 4 de Agosto de 1938, os dois amantes faziam um cruzeiro marítimo quando Mussolini confidenciou a Clara: "Já em 1921 eu era racista. Não sei como é que as pessoas podem dizer que imitei Hitler, quando ele então nem era nascido. (...) É imperioso dar um sentido de raça aos italianos para que eles não gerem mestiços, para que não apaguem aquilo que existe de belo em nós."
A 11 de Outubro, de novo no mar com Clara, o ditador declarava: "Estes sacanas dos judeus, o melhor é destruí-los todos, vou organizar um massacre como os turcos fizeram."
A 1 de Outubro de 1938, acabado de regressar da Conferência de Munique, falou-lhe de Hitler: "No fundo, ele é um sentimental. Muito simpático. Quando me viu, vieram--lhe as lágrimas aos olhos." Em contraste, criticava o Papa Pio XI, considerando-o "espiritualmente próximo dos judeus" e "nefasto para a religião".

Fernando Santos

A História do Muro de Berlim após 20 anos


O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) foi uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.
A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.
Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental de Berlim Ocidental por mais de um quarto de século[1]
Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de Novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs, mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase tudo da estrutura. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.

Fernando Santos