terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vítimas de Sociedades pouco desenvolvidas


No Mundo ainda morrem mulheres durante o parto por falta de condições, ainda existe discriminação entre homens e mulheres, ainda existe pobreza. O Dia Mundial da População visa alertar para estes e muitos outros problemas existentes em sociedades menos desenvolvidas.
O UNFPA, Fundo das Nações Unidas para as Populações decidiu em 1987 instaurar o dia 11 de Julho como o Dia Mundial da População, como forma de dar destaque às dificuldades que as populações encontram nos países em desenvolvimento.
Todos os dias a UNFPA trabalha junto destas populações com o objectivo de reduzir a pobreza, fazer com que todas as gravidezes sejam desejadas, que todos os partos sejam realizados sem perigo, que todos os jovens sejam protegidos do HIV e que todas as raparigas e mulheres sejam tratadas com dignidade e respeito.
Na sua declaração oficial do dia 11 de Julho, Thoraya Ahmed Obaid, directora executiva do UNFPA diz: “Hoje, que celebramos o dia mundial da população, a crise económica e financeira ameaça apagar os ganhos que foram arduamente adquiridos relativamente aos planos educativos e sanitários nos países em desenvolvimento. Raparigas e mulheres integram o grupo mais vulnerável. Deste modo, o tema do dia mundial da população assenta este ano no investimento às mulheres. Mesmo antes da crise, este grupo representava a maioria dos pobres no mundo. Mulheres e raparigas encontram-se actualmente em desvantagem na pobreza e enfrentam riscos acrescidos, especialmente se estiverem grávidas”.
De uma forma geral é necessário que se efectuem políticas visando a redução da mortalidade infantil, o aumento da esperança de vida mas sobretudo reduzir a pobreza extrema para metade em 2015.
Para isso, “é necessário que todos os dirigentes façam da saúde e dos direitos das mulheres uma prioridade política, uma vez que o investimento na educação das raparigas levará à correcção económica e consequentemente ao crescimento económico a longo prazo, reduzindo assim a desigualdade e a pobreza”, apela Thoraya Ahmed Obaid.

Fernando Santos

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